Não para ensinar uma fórmula perfeita, mas para registrar o que estou construindo antes que minhas filhas cresçam.
Um projeto sobre dinheiro, tempo, família e as pequenas escolhas que podem abrir mais caminhos no futuro.
Escrevi meu primeiro texto no dia 1º de abril de 2026. Parece mentira, mas não é.
Naquele texto, contei sobre uma vontade antiga de escrever que eu sempre encontrava uma forma de adiar. Depois dele, a vida não mudou de repente. Continuei trabalhando, cuidando da casa, lendo quando dava, assistindo a filmes, acompanhando futebol e tentando aproveitar o tempo com minhas filhas.
A rotina continuou praticamente a mesma. Mas escrever mudou um pouco a maneira como comecei a olhar para ela.
Passei a me perguntar se as experiências que acumulei com dinheiro, investimentos, empreendedorismo, trabalho e família poderiam ajudar outras pessoas. Não porque eu tenha descoberto uma fórmula secreta, mas justamente porque não descobri.
Aprendi errando, recomeçando, estudando e tomando decisões que, muitas vezes, só fizeram sentido anos depois.
Foi dessa pergunta que nasceu o Caderno do Pai.
Eu queria um lugar que fosse realmente meu
Comecei escrevendo no Substack. Foi ali que encontrei espaço para publicar meus primeiros textos e organizar ideias que, até então, ficavam apenas na minha cabeça.
Quando decidi criar este site, eu tinha 42 assinantes. Eu esperava mais — não vou fingir que não. Muitos eram amigos e pessoas conhecidas; outros chegaram de forma orgânica pela própria plataforma.
Mas o número também me fez perceber uma coisa importante: eu não queria que tudo o que estava construindo dependesse exclusivamente de uma plataforma decidir quando, como e para quem entregar meus textos.
Eu queria uma casa própria para minhas ideias.
Um lugar que eu pudesse apresentar de forma simples: “Entre no Caderno do Pai”. Um endereço onde os textos, as experiências, os projetos e os registros continuassem organizados, independentemente do alcance de uma publicação ou das mudanças de uma rede.
O Substack continua fazendo parte do caminho. O site não nasceu para competir com ele. Nasceu para ser a base.
Aqui posso falar sobre investimentos, empreendedorismo, trabalho, família, erros, decisões e qualquer outro assunto que ajude a explicar como penso a construção de uma vida com mais segurança e mais escolhas.
Mas existe um motivo maior para tudo isso.
Duas carteiras que vão crescer junto com minhas filhas
O principal projeto do Caderno do Pai começou em 15 de junho de 2026.
Naquele dia, criei duas carteiras de investimentos: uma para Sarah e outra para Maya. Cada uma começou com R$ 705,00 e sete fundos imobiliários. Nenhum fundo da carteira de uma se repete na carteira da outra.
Escolhi fundos com cotas próximas de R$ 10,00 de maneira proposital. Queria tornar o projeto mais didático e mostrar que é possível encontrar ativos acessíveis sem precisar começar com milhares de reais.
Não fiz isso para provar que R$ 10 são suficientes para resolver a vida de alguém. Também não escolhi esse valor para criar uma história bonita na internet. Fiz porque queria mostrar, na prática, que o começo pode ser pequeno sem ser irrelevante.
Simples de explicar. Difícil de repetir durante anos.
As duas carteiras começaram com o mesmo valor e seguem a mesma disciplina, mas possuem composições completamente diferentes.
É simples de escrever em poucas linhas.
Cumprir durante anos será a parte difícil.
Sarah e Maya não têm a mesma idade. Por isso, cada carteira terá seu próprio tempo até os 18 anos. Uma terá um caminho mais curto; a outra, um caminho mais longo. As duas, porém, começaram no mesmo lugar e obedecem à mesma lógica: aportar, reinvestir, acompanhar, estudar e continuar.
O objetivo também não é descobrir qual das duas carteiras será a “vencedora”. Isso transformaria um projeto de educação em uma competição que nunca fez sentido.
Cada carteira seguirá o próprio caminho, assim como espero que cada filha siga o dela.
Vou mostrar o processo como ele realmente acontecer
Este projeto não será contado apenas quando os números forem bons.
Vou registrar os aportes, os rendimentos recebidos, as novas compras e a evolução de cada carteira. Mas também vou mostrar as dúvidas, os erros de análise, as mudanças de estratégia e os momentos em que alguma decisão não produzir o resultado esperado.
Talvez um fundo decepcione. Talvez uma tese deixe de fazer sentido. Talvez eu precise admitir que uma escolha foi ruim e substituí-la. Talvez o mercado atravesse períodos em que continuar aportando pareça uma péssima ideia.
Não sei exatamente o que acontecerá nos próximos anos. Ninguém sabe.
O que posso fazer é documentar as decisões com honestidade, explicar por que foram tomadas e reconhecer quando os fatos mostrarem que preciso mudar de opinião.
Isso não significa que cada movimentação será perfeita. Significa apenas que ela não será escondida.
O que será mostrado
- Aportes e reinvestimentos
- Rendimentos recebidos
- Decisões e mudanças de estratégia
- Acertos, erros e correções
O que este projeto não é
- Uma carteira pronta para copiar
- Uma promessa de rentabilidade
- Uma fórmula de enriquecimento
- Uma tentativa de parecer perfeito
Não estou montando carteiras para serem copiadas. Também não quero que alguém compre um fundo apenas porque ele aparece aqui. Cada pessoa tem seus próprios objetivos, prazos, responsabilidades e tolerância ao risco.
O valor do projeto não estará em acertar todas as escolhas. Estará em mostrar como as escolhas são feitas, acompanhadas e, quando necessário, corrigidas.
O maior resultado talvez não apareça na conta
É natural olhar para um projeto de investimentos e perguntar quanto dinheiro haverá no final.
Eu também faço essa conta.
Penso no patrimônio que as carteiras poderão alcançar, nos rendimentos que poderão produzir e nas possibilidades que esse dinheiro poderá abrir quando Sarah e Maya completarem 18 anos.
Mas, sinceramente, esse não é o resultado que mais me importa.
A vida seguirá seu fluxo enquanto tudo isso acontece. Eu continuarei trabalhando, pagando contas, resolvendo problemas e tentando encontrar tempo para escrever. Minhas filhas continuarão crescendo, brincando, aprendendo, discutindo, mudando de gosto e descobrindo quem desejam ser.
Em algum momento, talvez elas nem se interessem por fundos imobiliários. Talvez escolham outros investimentos ou decidam usar o dinheiro de uma forma diferente daquela que eu imaginaria.
E tudo bem.
Não estou construindo essas carteiras para decidir o futuro delas. Estou tentando oferecer um pouco mais de liberdade para que possam decidir por conta própria.
O maior ensinamento não será o saldo que aparecerá na tela quando completarem 18 anos. Será mostrar que aquele resultado não surgiu de repente. Ele veio de pequenas escolhas repetidas durante muito tempo.
Quero que elas entendam que dinheiro não cresce por mágica. Que liberdade exige alguma renúncia. Que estudar reduz erros, mas não elimina riscos. Que mudar de opinião não é fracasso quando os fatos mudam. E que começar pequeno é melhor do que passar anos esperando pelo momento perfeito.
Acima de tudo, quero mostrar o caminho.
Depois, elas poderão escolher o próprio caminho.
Este site também é uma mensagem para quem está começando
Embora o Projeto 18 Anos tenha nascido para minhas filhas, ele não precisa terminar nelas.
Talvez você seja pai ou mãe e nunca tenha pensado em começar algo parecido. Talvez esteja tentando organizar as próprias finanças, usar melhor o cartão de crédito, economizar um pouco ou entender como os investimentos funcionam.
Talvez você ainda acredite que não vale a pena começar porque o valor disponível é pequeno.
Eu não conheço sua realidade e não seria honesto dizer que todas as pessoas conseguem investir R$ 100 por mês. Para algumas famílias, esse valor é pequeno. Para outras, faz falta no orçamento.
O ponto não é copiar o valor. O ponto é construir um método compatível com a própria vida.
Pode começar com R$ 20, R$ 50 ou apenas com a organização das dívidas e despesas. Às vezes, o primeiro investimento não é comprar um ativo. É parar de perder dinheiro com juros, entender para onde a renda está indo e criar espaço para começar mais adiante.
Investir muda mais do que o saldo de uma conta. Muda a maneira como enxergamos o consumo, o tempo e as escolhas futuras.
Quando começamos a construir alguma coisa para amanhã, passamos a olhar de outro modo para as decisões de hoje.
Não existe uma carteira perfeita
Não existe fórmula perfeita, carteira perfeita ou estratégia capaz de impedir todos os erros.
O que existe é trabalho, estudo, tempo, consistência e um método que nos ajuda a continuar mesmo quando a empolgação inicial desaparece.
As carteiras da Sarah e da Maya serão apenas duas possibilidades entre muitas. Não sei se os fundos escolhidos hoje continuarão nelas daqui a dez ou quinze anos. Também não sei quais crises, mudanças econômicas ou decisões pessoais aparecerão no caminho.
O Caderno do Pai existe justamente para registrar essa travessia.
Não apenas o destino.
Quero deixar uma memória organizada das decisões que tomei enquanto minhas filhas ainda eram pequenas. Um lugar em que elas possam, no futuro, conhecer não apenas os investimentos que receberam, mas o pai que estava por trás deles: suas dúvidas, suas tentativas, seus erros e as razões pelas quais decidiu começar.
Talvez, quando elas lerem tudo isso, o mundo financeiro seja muito diferente. Os fundos podem ter mudado, as ferramentas podem ser outras e algumas das minhas ideias talvez tenham envelhecido.
Mas algumas coisas provavelmente continuarão verdadeiras.
O tempo seguirá passando.
As escolhas continuarão produzindo consequências.
E começar continuará sendo a única maneira de descobrir até onde um caminho pode nos levar.
Foi por isso que criei o Caderno do Pai.
Para ensinar enquanto aprendo.
Para registrar enquanto construo.
E para que, quando minhas filhas crescerem, elas saibam que tudo começou muito antes de o dinheiro fazer diferença.
Começou quando um pai decidiu não esperar pelo momento perfeito.
Como este Caderno é feito
O Caderno do Pai nasce da vida real, mas não é produzido sozinho. Por isso, quero deixar claro o que vem de mim, onde a tecnologia ajuda e quem responde pelo que chega até você.
A história começa comigo
As experiências da minha família, os aportes, os números, as dúvidas e as decisões de investimento são reais. Sarah, Maya e o Projeto 18 Anos não são personagens criados para ensinar finanças.
A tecnologia ajuda no caminho
Uso ferramentas digitais, inclusive inteligência artificial, para organizar pesquisas, comparar documentos, revisar textos, testar cálculos e transformar ideias em páginas mais claras. Elas ajudam na produção, mas não decidem por mim nem inventam a experiência da minha família.
A responsabilidade continua sendo minha
Procuro conferir os dados em fontes confiáveis, separar fatos de interpretações e mostrar riscos e limitações. Sou eu quem revisa, aprova e assume cada conteúdo publicado — inclusive quando alguma informação precisa ser corrigida.
Este é apenas o começo.
Vou acompanhar publicamente as carteiras da Sarah e da Maya, registrar os aportes, os rendimentos, as decisões e também os erros do caminho.