Eu não vim do mercado financeiro. Vim do mundo real.
Meu nome é Anderson Ibanez. Sou pai, marido, ex-empreendedor, profissional CLT e investidor desde 2018. Escrevo sobre dinheiro, trabalho, família e as escolhas que fazemos enquanto a vida continua acontecendo.
Minha relação com dinheiro começou muito antes da bolsa.
Durante mais de dez anos, toquei negócios próprios. Vivi a rotina de quem precisava vender, comprar, negociar, pagar funcionários, controlar estoque, enfrentar meses bons e sobreviver aos meses ruins. Aprendi que dinheiro não é apenas um número numa tela. É prazo, responsabilidade, risco e consequência.
Empreender me ensinou muito, mas também me mostrou o preço de concentrar quase tudo no próprio trabalho. Quando a renda depende sempre da sua presença, descansar, adoecer ou simplesmente mudar de direção se torna mais difícil.
Hoje trabalho como CLT. Não escondo essa parte da minha vida porque ela me aproxima de quem lê. Também acordo cedo, tenho obrigações, contas, dúvidas e pouco tempo disponível. O Caderno do Pai não é escrito de um escritório cercado de gráficos. É escrito nas horas que sobram.
Comecei a investir em 2018. Não entrei sabendo o que estava fazendo. Li, testei, errei, mudei de opinião e continuei. Meu primeiro dividendo foi de R$ 24,34. Era pouco dinheiro, mas representava algo que eu ainda não tinha vivido: uma pequena renda chegando sem depender diretamente de mais uma hora trabalhada.
A partir dali, passei a enxergar o investimento não como uma promessa de riqueza rápida, mas como uma ferramenta para construir segurança, renda e liberdade de escolha ao longo do tempo.
A vida não mudou de uma vez. Foi mudando por camadas.
Cada fase trouxe uma pergunta diferente sobre trabalho, dinheiro, tempo e o tipo de futuro que eu queria construir.
Empreender
Mais de uma década lidando com clientes, custos, riscos, equipe, decisões difíceis e responsabilidade real.
Recomeçar
A transição para o trabalho CLT trouxe outra rotina e uma nova maneira de pensar segurança e autonomia.
Investir
Desde 2018, estudo e invisto meu próprio dinheiro com foco em renda, patrimônio e decisões sustentáveis no longo prazo.
Registrar
Em 2026, o Caderno do Pai nasceu para transformar experiências dispersas em histórias, aprendizados e memória para minhas filhas.
O que eu sei — e o que não finjo saber.
Confiança não deveria nascer de alguém parecer perfeito. Deveria nascer da clareza sobre experiência, limites, interesses e riscos.
O que trago para esta conversa
- Experiência real com empreendedorismo e trabalho CLT
- Anos investindo e acompanhando o próprio patrimônio
- Foco em fundos imobiliários, renda e longo prazo
- Números reais acompanhados de contexto
- Disposição para mostrar erros e mudanças de opinião
- Linguagem pensada para pessoas e famílias comuns
O que você não deve esperar de mim
- Previsões certeiras sobre o mercado
- Promessas de rentabilidade ou enriquecimento rápido
- Carteiras prontas para copiar sem reflexão
- A aparência de que nunca erro
- Respostas simples para problemas financeiros complexos
- Uma vida perfeita montada para parecer bem na internet
Mostrar antes de ensinar.
A teoria ganha valor quando encontra uma decisão concreta, um número verdadeiro e uma explicação honesta sobre o que também pode dar errado.
Contexto
Nenhum número será apresentado como se existisse sozinho ou servisse igualmente para todas as famílias.
Transparência
Aportes, rendimentos, decisões, dúvidas e correções fazem parte da mesma história.
Simplicidade
Explicar de forma clara sem fingir que riscos, incertezas e limitações não existem.
Continuidade
Não mostrar apenas o começo empolgante, mas acompanhar o processo quando ele se tornar repetitivo.
Duas filhas, duas carteiras e muitos anos para observar o tempo.
O Projeto 18 Anos é a parte mais concreta do Caderno do Pai. Sarah e Maya começaram com o mesmo valor, mas com sete fundos diferentes em cada carteira.
Todos os meses, novos aportes e rendimentos são reinvestidos. O objetivo não é descobrir qual carteira vence. É documentar como disciplina, reinvestimento e tempo transformam decisões pequenas em possibilidades futuras.
Um caderno não precisa ter todas as respostas. Ele serve para registrar perguntas, contas, ideias, erros, mudanças de rota e aquilo que não queremos esquecer.
O “Pai” não está no nome porque eu queira ensinar outras pessoas a criarem seus filhos. Está porque a paternidade mudou a maneira como passei a enxergar dinheiro, tempo e futuro.
Quando penso em patrimônio, não penso apenas em acumular. Penso em segurança, tranquilidade, liberdade e na possibilidade de minhas filhas fazerem escolhas que talvez eu não tenha conseguido fazer.
Este site é o lugar onde registro essa construção enquanto ela ainda está acontecendo.
Não precisa começar entendendo tudo. Precisa apenas encontrar um bom ponto de partida.
Leia as histórias, acompanhe as carteiras e use aquilo que fizer sentido para pensar melhor sobre a sua própria realidade.
O conteúdo do Caderno do Pai é educacional e relata experiências pessoais. Não constitui recomendação de compra ou venda de investimentos.